1. Menino e o mar

Eduardo Galeano, Livro dos Abraços

Apelo

Função da arte I
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos.
E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
— Me ajuda a olhar!
— Eduardo Galeano, em Livro dos Abraços

[Olhar]

[Olhar]

  1. exemplo estético: Michel Serres e o quadro de Turner
  2. exemplo político: mudanças climáticas?
  3. exemplo científico: questões de oceanografia, invasão de espécies estrangeiras

Michel Serres

2. Corpo sem órgãos

Ian Buchanan, “What a body can do?”

We know nothing…

We know nothing about a body until we know what it can do, on other words, what its affects are, how they can or cannot enter into composition with other affects, with the affects of another body, either to destroy that body or to be destroyed by it, either to exchange actions and passions with it or to join with it in composing a more powerful body.
— Deleuze & Guattari, Thousand Plateaus, 257

[Olhar]

Substituir etiologia (aetiology), causa e efeito por etologia, ação e efeito:

3. O que um corpo pode fazer?

Spinoza, Ethics

[Olhar]

[Argumento]

Primeiro vínculo com lugares:

(…) The question ‘What can a body do?’ is the critical means of finding out what [people] are actually trying to do. The question works by staking out an area of what a body actually can do. This area is restricted by obvious physical constraints which must be respected. But this does not mean that there is no beyond, or that a beyond cannot be desired. And it is this beyond — beyond the physical limits of the physical body — that the concept of the body without organs articulates. What this means though, and this is a perfect example of the difference between aetiology and ethology as analytic hierarchies, is that the issue of what a body without organs is, is secondary to the problem of what a body can do. It is the body’s limits that define the BwO, not the other way around.
— Buchanan, 1997, 79

[Argumento]

4. Questão de etologia

Onde? Quem?

Palavras chave?

Qual a diferença entre etiologia e etologia? Para D&G:

  1. etologia involve uma mudança de direção: olhar para a frente (forwards)
  2. etologia sugere uma nova maneira de conceituar o corpo: olhar para fora (outwards)

Priorização de relações e qualidades.

Uma maneira de determinar aquilo que é o mesmo sobre os respectivos afetos: como todos os corpos são afetados.

Duas questões: (a) o que são afetos e relações? e (b) como afetos e relações são articulados em sua especificidade?

[Olhar]
A questão das proposições de Serres, sugerida por Latour?

Afeto deve ser entendido/pensado como a capacidade que um corpo possui para formar/estabelecer relações específicas. No entanto, um corpo não possui afeto simplesmente, como ele possui atributos. Em vez disso, o que ele possui é uma multiplicidade de afetos que estão amplamente dispersos, e não são controlados pela mente de forma alguma.
— Buchanan, 1997, 80

[Olhar]
Para ilustrar este ponto, D&G utilizam o exemplo do piolho de Uexkull.

[Olhar]
Seria possível um exemplo sobre como a poluição afeta um corpo? Ou como a poluição afeta um piolho?!

[Argumento]
Segundo Buchanan, todo o projeto do Deleuze ‘de pensar com o E [AND], em vez de pensar o É [IS], em vez de pensar para o É [for IS]’ está apoiado nas maneiras de radicalizar as teorias sobre relações que ele encontra em Hume.

5. Formas de apelo

Stengers, Vierge et Neutrino

La Vierge et le Neutrino

6. Onto-etologia

Primeiro vínculo com lugares
Qual? Quem faz a ponte?

Buchanan, Onto-Ethologies: Uexküll, Heidegger, Deleuze

Uexküll